Nossa história

No âmbito da III Conferência Mundial sobre o Trabalho Infantil (Brasil, outubro 2013), um grupo de países da América Latina e Caribe decidiu comprometer-se em acelerar a redução do trabalho infantil na região e superar a estagnação que o indicador registrava. Foi assim que surgiu a Iniciativa Regional América Latina e Caribe Livre de Trabalho Infantil, uma plataforma de ação intergovernamental com o apoio técnico do Escritório Regional da Organização Internacional do Trabalho (OIT), assumido pela Secretaria Técnica.

Em dezembro de 2013, por iniciativa do Governo do Peru, teve lugar a primeira reunião do grupo impulsor e elaborou-se o Documento Marco, em que se definiram os objetivos, resultados e linhas de ação da Iniciativa Regional. Este documento foi remitido a 33 países da América Latina e Caribe, os que foram convidados a aderir à Iniciativa Regional e nomear um ponto focal para a coordenação de sua execução. 

Em setembro de 2014, em Brasília, foi realizada a Primeira Reunião de Pontos Focais da Iniciativa Regional, em que participaram 24 países da região e teve como acordo o Plano de Trabalho 2014 – 2015, a estrutura operativa da Iniciativa, os temas prioritários de intervenção que posteriormente se tornaram fatores de aceleração e o rascunho da Declaração de Constituição da Iniciativa. Nesta reunião, integraram-se as organizações de empregadores e de trabalhadores à Iniciativa, por meio de quatro representantes regionais de cada grupo.

Em outubro de 2014, em Lima, durante a 18ª Reunião Regional Americana da OIT, os ministros e as ministras de trabalho de 24 países assinaram a Ata de Constituição da Iniciativa Regional. Posteriormente, o documento foi subscrito por Haiti, Granada, Santa Lucía, Barbados, San Cristóbal y Nieves e Antigua y Barbuda, somando até o momento 30 países que integram a Iniciativa. 

Em julho de 2015, a Iniciativa convocou a Primeira Mesa de Cooperação Sul – Sul para acelerar a redução do trabalho infantil. À reunião compareceram 22 dos países membros e obtiveram-se  82 acordos, dentre eles: 60 manifestações de interesse; 17 definições de compromisso e 5 anúncios de acordo relacionados com os fatores de aceleração (comunidades indígenas, educação, agricultura, cadeia (corrente?) de valor, migração, emprego juvenil, descentralização e novas tecnologias da informação). Nesta mesma reunião, foi aprovado o Segundo Plano de Trabalho 2015-2016 da Iniciativa Regional.